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COMUNICAÇÃO ASSERTIVA: COMO CONSEGUIR ENGAJAMENTO DIGITAL

Para conseguir êxito no engajamento das suas campanhas digitas faz-se necessária uma comunicação assertiva

Você que trabalha em uma agência digital ou que faz campanhas digitais para sua marca já se deparou com a situação onde o engajamento do público ao seus posts e ads são infinitamente menores do que a quantidade de visualizações.

Esse acontecimento por vezes é desmotivante, porém, quando se trata de engajamento, será que você está atingindo o público correto?

Quando digo público correto, não me refiro a persona consumidora do seu produto, aliás, saber quem é seu consumidor é rudimentar, ou seja, o mínimo que você deve saber antes de começar a comunicar seus produtos e serviços. Como estamos falando de engajamento, não estamos necessariamente falando de consumidores finais pois nem sempre quem irá interagir (engajar) de maneira positiva ou negativa com a sua marca será um consumidor do seu produto ou serviço.

Mas hã… como assim? Calma que já explico.

Já reparou como compartilhamos, curtimos e comentamos sempre algo que faz sentido para nossa forma de entender o mundo, mesmo que as vezes se quer temos contato direto com a pessoa ou marca que fez certa campanha? Por vezes nas redes sociais engajamos em manifestações a favor ou contra marcas, isso porque a mensagem transmitida por elas afeta negativa ou positivamente nossas convicções.

”vamos boicotar supermercado X porque suas campanhas não tem diversidade racial…”

”vamos boicotar a casa de perfumaria Y porque eles não respeitam a família tradicional…”

Estes são os posts que mais “bombam” nas redes sociais. E certamente você já participou de algo parecido com isso.

Talvez o supermercado X nem existe na minha região e a casa de perfumaria Y é de longe minha escolha no segmento, mas mesmo assim sentimos a necessidade de “boicotá-los”.

Conclui-se que podemos sim engajar a favor ou contra algo mesmo não sendo consumidor do mesmo.

Ruídos na comunicação

Um dos principais fatores para não atingirmos as metas de engajamento nas nossas campanhas são os ruídos na comunicação.

Tudo que faz a sua comunicação chegar destorcida ao seu público é considerado ruído.

O ruído pode ser classificado em:

  • Físico – de origem externa, exemplo som que interferem na comunicação;
  • Fisiológico – de origem interna, qualquer estado físico no interlocutor ou no receptor que torna difícil a percepção da mensagem;
  • Psicológico – de origem interna, qualquer distração que impede ou torna difícil a percepção da mensagem;
  • Semântico – Quando a percepção da mensagem não fica clara, corriqueiro em profissões que utilizam muitos termos técnicos como médicos, advogados…

Iremos discorrer brevemente sobre o ruído de comunicação semântico por ser algo que repetidamente vemos acontecer nas redes sociais.

É comum identificarmos esse tipo de erro nas campanhas de clínicas médicas e odontológicas, em profissionais de fisioterapia, em suma, nas áreas da saúde. Mas não se restringe somente a eles, profissionais como advogados e engenheiros cometem esse mesmo erro repetidas vezes.

Uma comunicação assertiva precisa falar sobre as “dores” do seu receptor, e não focar na técnica que trará a solução.

Exemplo prático:

Imagine que você tenha dentes absurdamente separados (como o Bob Esponja), qual comunicação chama mais a sua atenção?

a) Diastemas e as diferentes opções de tratamento; ou

b) Dentes afastados? Não mais! Temos a solução para você.

Nota que falamos do mesmo assunto, entretanto, a abordagem foi diferente.

Talvez você até esteja familiarizado com o termo técnico que define o afastamento dos dentes, porém não é mais fácil assimilar quando a comunicação fica clara e fala exatamente sobre um assunto que te afeta de alguma maneira?

Campanha certa para público errado

Ainda considerando o exemplo a pouco citado do Diastema dos Dentes afastados.

Caso você não tenha dentes afastados ou até tenha, mas não considera isso um problema, a mensagem não irá impacta-lo.

Conclusão: Mesmo a campanha sendo certa ela se torna errada quando o receptor não dá importância a sua mensagem

Vender sem vender

Como dito no artigo anterior: “O FIM DO MARKETING TRADICIONAL?” leia-o clicando aqui, a cada dia está mais fácil escolhermos o que queremos ver, e convenhamos, ficar ouvindo alguém falar de si ou do seu produto “milagroso” não é o programa preferido de ninguém.

Enquanto no passado os informes publicitários eram empurrados em nossa direção através das mídias tradicionais, agora empresários e agências de propaganda a cada dia tem se deparado com esse desafio de conseguir a atenção e a permissão do público alvo na comunicação.

A forma de fazer marketing mudou e precisamos acompanhar essa mudança.

Precisamos entender o indivíduo não como um prospecto, possível consumidor, mas sim como uma pessoa que participa de uma comunidade e que tem opiniões formadas em diversos assuntos. Daí entenderemos que para alcançar sua atenção precisamos falar de algo que faça sentido para ele.

Os usuários de mídias sociais se sensibilizam mais com marcas e empresas que contam histórias e que abraçam causas sociais do que com “ofertas imperdíveis” e “promoções arrasadoras”. A marca e empresa que deseja engajamento desses usuários precisa assumir responsabilidades sociais na comunidade.

Em suma, se você quer ter um melhor engajamento faça uma comunicação assertiva!

Primeiro prepare sua mensagem de maneira clara, segundo, certifique-se de que está alcançando o público certo com a mensagem certa, e terceiro alcance o coração do seu público, só assim você vai perceber que o engajamento passará a acontecer de maneira orgânica.

Até a próxima!

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